segunda-feira, 18 de maio de 2009

Bibliotecário - Arquiteto da Informação O que??

Já havia colocado em discussão anterior aqui no Bitbiblio, que os currículos dos cursos de biblioteconomia precisavam mudar para se adequar a esta nova realidade que vivemos na Internet.
Percebe-se que alguns cursos, inclusive aqui no próprio Nordeste, já possuem grupos de estudos sobre Arquitetura da Informação na pós-graduação porém na graduação ainda não sabemos em que pé isso se encontra.
Sabe-se ainda da realidade do estudante de graduação em biblioteconomia, pelo menos aqui no nordeste, possui poucos conhecimentos em informática no início do curso e quiçá possui computador e os que possuem não tem acesso à Internet, visto que faço pesquisa com eles todo início de curso.
Discute-se sobre inclusão digital, exclusão social, novo perfil do profissional da informação mas vamos aos fatos!!
Como lidar com a dura realidade que nos cerca e contornar isso se nem a própria universidade pública não oferece um laboratório de informática digno para os estudantes.
Recentemente recebi um email proveniente de um grupo do sudeste que pedia os seguintes requisitos para um emprego:
"Estou procurando pessoas com interesse em trabalhar com vocabulário controlado e tesauros aqui na empresa XX até fevereiro de 2010".

Até aí tudo bem afinal os cursos de biblioteconomia oferecem conteúdo sobre estes assuntos. Continuando com a oferta da vaga..:

"Seguem maiores informações sobre a vaga:

Requisitos
- Graduação em Biblioteconomia
- Experiência com vocabulário controlado e tesauros.
- Conhecimentos avançados em usabilidade (requer conhecimentos de Arquitetura da Informação)
- Noções de SEO e arquitetura de informação
- Softwares: Pacote Office e Axure.
- Desejável experiência com portais, ferramentas de gestão de conteúdo e familiaridade com web analytics e ad words. (temos aqui a abertura de parenteses para falar sobre portais, gestão de conteúdo e webanalytics e adwords tinha que ser um curso de webdesigner ou de biblioteconomia?)
Principais atividades
- Classificação e controle de rótulos (para quem estuda web 2.0 e folksonomia talvez essa realidade seja bem interessante)
- Organização do conteúdo gerado pelo portal (essa atividade está um pouco que aberta de mais não acham)
- Mapeamento das estações para definição de categorias de tags e população das mesmas no banco do portal (definir categorias de tags isso já ouvimos falar em cursos sobre web 2.0 para bibliotecários)
"
Vale a pena pensar e ver o que irá sair dos cursos...

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